Existencialismo
- 14 de ago. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 12 de set. de 2025

Essas são as Colinas de Chocolate! Localizadas nas Filipinas. Eu tirei essa imagem do Blog Lugares Fantásticos.
A Abordagem Humano-Existencial tem como concepção um Ser humano que está mais para Ser do que para ser ALGO. Ser BONITO, ser FEIO, ser FELIZ são estados. Estados de um corpo que está vivendo uma experiência humana. E pode sentir-se bonito, feio, rude, e lidar com isso. Quem sabe ser bom não seja também uma questão de escolha.
"Afirmar que somos Existência é levantar o lugar antropológico de transformação contínua e constituição responsável". Yuri A. Ferrete
QUANTO À TRANSFORMAÇÃO CONTÍNUA
Já ouviram falar no conceito de Anicca?
"Anitya" ou "Anicca", respectivamente do sânscrito ou pali, significa impermanência. Diz respeito ao ir e vir. Rir e chorar. Disse Lulu Santos: "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia!". Heráclito de Éfeso também disse algo a respeito da impermanência! Afinal "ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio." E é sobre isso. É um pouco sobre "um dia após o outro", como Tiago Iorc escreveu. Do tipo errar, e consertar. Ou então errar, e perdoar-se, aprimorar-se, e "amanhã é outro dia". É OUTRO dia, não o mesmo. Nunca o mesmo. E hoje é o outro dia de ontem. hehe. Consequentemente um dia novo pra Recomeçar, como escreveu Tim Bernardes.
Significa que nada é constante, nem mesmo o ser humano. Afinal, estamos sendo humanos... mais para o verbo ser, como eu quis dizer ali em cima!
Como dizia Sartre:
"Estamos condenados a liberdade." (Sartre, 1978 em: O Existencialismo é um Humanismo)
E o que é que se pode compreender a partir dessa afirmação de sartreana? Promovo uma reflexão. Porque Eu queria trocar uma ideia sobre a existência. Sartre não quis dizer que não estamos livres. Muito pelo contrário. Sartre tá é afirmando que somos TÃO livres que não sabemos muitas vezes o que fazer com isso! Faz parte da condição humana...
"Condenado porque não se criou a si próprio; e, no entanto, livre, porque uma vez lançado no mundo, é responsável por tudo quanto fizer."
Kierkegaard foi o primeiro filósofo a discutir a Existência, através da ideia de abstração. e transcrever suas ideias, antes mesmo do existencialismo tornar-se um movimento.. O filósofo pavimentou um solo fértil para futuras discussões propostas por Sartre e Simone de Beauvoir (que tiveram um longo romance, filosofaram e trabalharam juntos), Heidegger, Jarspers e mais uma galerona. Claro que, vale ressaltar, esses pensadores (e todos somos pensadores!) todos influenciaram uns aos outros. Há uma frase que aprendi no ensino médio em uma aula de filosofia e que nunca esqueci: os filósofos dialogam com as teorias dos filósofos antecessores, e também entre eles, na época em que estão.
Mas apesar do existencialismo ter se tornado um conceito, ou uma linha de pensamento ou até uma doutrina (deus me livre!), certamente a existência vem antes do conceito de existir e do própria corrente do existencialismo. Vem antes dos seres humanos que refletiram sobre a mesma. E assim também não fazemos nós? Refletir sobre a existência?
Mais cedo ou mais tarde, em algum ponto da vida, essa coisa do "existir" pega pesado com a gente. Tem até um nome para as crises que o existir nos proporciona! As nossas "crises existenciais", que nos transformam tanto... (ou não!)
Por isso eu gostaria de falar sobre o existencialismo. Mas não sobre o existencialismo. Hehe. É muito mais sobre o que sentimos e pensamos existindo. Era aqui que eu queria chegar. É sobre pensar, refletir, mas ainda maior do que isso, pra mim: Contemplar a existência! Observá-la o suficiente para pensar sobre ela. Abstrair-se, deixar-se de lado, voltar, e pensar e repensar tudo de novo.
Louco, né? Mas existir também não é deliciosamente louco?
Mas a minha maior questão é: a existência gera conflitos. Subjetivos e coletivos. E não acho que devamos fugir deles, mas elaborá-los. Você é parte da existência, existe junto comigo. Junto comigo, construindo o Todo...
"Da menor folha de grama para a maior estrela, tudo é necessário, igualmente necessário. Não há hierarquia na existência. A folha da grama e a estrela não tem nenhuma desigualdade, é tudo igual. A existência suporta as duas da mesma maneira, não faz discriminação. O sol brilha para todos, as flores desabrocham para todos, os pássaros cantam para todos. É a nossa casa!"
OSHO



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